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Até chegar aos passageiros, a comida que vai ser servida a bordo passa por várias etapas que envolvem um cuidado redobrado na conservação dos alimentos.

 

Texto de Denise Oliveira
Fotos por Ricardo Beccari

Preocupar-se com as horas de voo é normal, mas quando o assunto é comida de avião, todo cuidado é pouco. Para isso, o serviço de catering surge para tornar possível e seguro se alimentar dentro de uma aeronave e trazer conforto aos passageiros. Desde a chegada dos insumos até a degustação final, há muitas etapas para que o alimento permaneça com a temperatura devidamente controlada.

Marcia Costa, diretora executiva e fundadora da Marcia’s catering – empresa que oferece serviço de catering para jatos particulares, conta que a segurança é a principal exigência na hora de preparar as refeições a bordo. “O cuidado ocorre desde a triagem, incluindo conhecer os fornecedores, até o próprio treinamento dos funcionários”, afirma Marcia.

Há 26 anos atuando no Brasil e também exportando produtos, a Marcia’s Catering atualmente possui bases em São Paulo, no aeroporto de Congonhas, no hangar da Líder aviação; em Brasília e Belo Horizonte.. De acordo com Marcia, na própria aviação executiva, a empresa costuma fornecer para táxis aéreos, e até mesmo para alguns ministérios governamentais, mas a demanda maior está concentrada entre os jatos particulares. A Marcia’s catering também já atendeu companhias de aviação comercial, mas hoje concentra as atividades somente no segmento executivo.

A ideia surgiu quando seu marido, piloto de jatos executivos, precisava abastecer a aeronave. Marcia então se dispôs a ajudar com alguns mantimentos, logo o negócio foi crescendo e atraiu olhares das outras empresas do segmento de transporte executivo. Hoje, a empresa também disponibiliza itens como revistas e pijamas para os passageiros.

Com todo este cuidado no preparo dos alimentos, a parte crucial é a escolha dos fornecedores juntamente com a seleção dos ingredientes. “Nós temos uma demanda muito grande de produtos orgânicos, por isso é importante conhecer a origem dos insumos”, disse Marcia. Quando o ingrediente chega, deve estar em uma temperatura ideal para a manipulação. De acordo com ela, todo o processo ocorre conforme as exigências nutricionais e da vigilância sanitária, que visita a cozinha regularmente.

Dependendo do alimento, a conservação exige outro procedimento. A maioria também se mantém refrigerado. Além disso, por uma questão de segurança a bordo, as refeições dos tripulantes e dos passageiros devem ser diferenciadas.

Dentro do segmento das aeronaves executivas, o cardápio é direcionado a cada cliente  conforme a solicitação, feita em até 24h de antecedência, considerando o tempo hábil e a facilidade na execução dos pratos escolhidos na lista.

Não se pode negar que casos inusitados acontecem nesse meio tempo. A diretora da Marcia’s catering conta que corriqueiramente alguns passageiros costumam pedir comidas típicas de outros países que não estão no menu. “Durante a Copa do Mundo, por exemplo, atendemos aviões vindos do Egito. Para eles, a maneira de se cozinhar alimentos como a carne é diferenciada”, relata Marcia.

Na hora de entregar, a empresa tem seu próprio ground handling em algumas bases, onde realiza a distribuição. Lá, a fiscalização do aeroporto mede a temperatura dos produtos e transporta até às aeronaves. O procedimento é o mesmo quando a autorizada da Infraero exporta para outros países como os Estados Unidos.

 

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