Crescimento é a Solução

Crescimento econômico robusto beneficiaria a todos no Brasil. Um pais maior, com maior renda per capita, teria mais recursos para o setor público  (mais recursos para educação, saúde, saneamento,...

Crescimento econômico robusto beneficiaria a todos no Brasil. Um pais maior, com maior renda per capita, teria mais recursos para o setor público  (mais recursos para educação, saúde, saneamento, etc.) e uma qualidade de vida melhor para a classe média.

Matéria por Andre Castellini

Na situação do Brasil, crescimento econômico depende principalmente de investimentos na economia. Não é estimulando consumo ou redistribuindo a renda que vamos crescer.

Os investimentos em países que se tornaram desenvolvidos representavam entre 25% e 35% do PIB, quando eles estavam onde a renda per capita do Brasil está hoje. No Brasil esse número vem caindo e está em torno de 15%. Com essa taxa, conjugada com a ausência de ganhos de produtividade,  o país não tem como crescer de forma robusta. É matemática.

Para agravar o quadro, boa parte desses investimento é feito pelo Estado e por empresas estatais com eficiência muito baixa (ex. investimento de bilhões em estádios, refinarias nos Estados Unidas sucateadas, etc.)

Como empresários, investidores ou administradores sabemos que o é que necessário para aumentar essa taxa de investimentos: confiança que esse dinheiro tem um chance razoável de render adequadamente.

Para ter essa confiança, investidores precisam acreditar, antes que mais nada, na estabilidade social e das “regras do jogo” (regulamentação, impostos) e no cumprimento das leis. Um Estado que gasta mais do que arrecada é uma forte sinal de perigo: vai, mais cedo ou mais tarde, aumentar impostos ou mudar regulamentação para arrecadar mais.

Hoje é evidente que as finanças do Estado brasileiro são insustentáveis; que deverá haver cortes pesados, que a previdência deverá ser muito menos generosa, que a reforma fiscal deverá ser feita, prejudicando grupos de interesses poderosos.

Elegeremos políticos corajosos, honestos que irão propor e aprovar essas medidas impopulares? Sabemos que não basta um/uma Presidente determinada: sem 2/3 do congresso não se implementam reformas.

Receio que não, pelo menos na quantidade que precisaríamos. Portanto, eu invisto uma proporção cada vez maior meus recursos no exterior. Tudo o que não preciso usar para viver aqui. Assim tem feito também a maioria dos investidores que conheço.

É importante notar que na maioria não se trataria de investimentos “especulativos”, mas em investir em uma empresa de cimento no Brasil ou nos Estados Unidos; investir em uma incorporação de um prédio residencial na Florida ou em Brasil, em uma franquia do Burger King aqui ou em Seoul. Investimentos que iriam contribuir para aumentar emprego e renda do pais.

Existe muito dinheiro no exterior buscando oportunidades de investimento e que teria interesse de investir em uma mercado como o brasileiro. Se tivéssemos credibilidade, o país poderia estar investindo mais de 25% do PIB e crescer 5% ao ano. Mas a decepção dos investidores com o Brasil tem sido grande e recorrente. Precisamos como pais recriar uma reputação de um lugar confiável onde se investir. Isso na melhor das hipóteses levará uma década.

Voltamos portanto ao jargão: o crescimento depende de quem elegermos; nessa e nas futuras eleições. Quem sabe começamos a reconstruir uma credibilidade.

 

 

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