Israel derruba Jato Sukhoi SU-22M4 da Síria

Na manhã desta terça-feira (24) em Jerusalém, o exército israelense anunciou que derrubou avião Sírio próximo as colinas de Golã. A justificativa é que a aeronave Síria teria cruzado...
Missies fixos Israel - Arquivo Digital

Na manhã desta terça-feira (24) em Jerusalém, o exército israelense anunciou que derrubou avião sírio próximo as colinas de Golã.

 

Por Felipe Carvalho

A justificativa é que a aeronave síria teria cruzado em mais de 2 km a fronteira israelense, informação negada pelo governo sírio, que se defendeu alegando que a aeronave realizava operações contra grupos da oposição armada dentro de seu próprio território.

A região das Colinas de Golã é considerada uma área estratégica, ocupada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

“O avião foi atacado e caiu provavelmente na parte sul da porção síria das Colinas de Golã. Não temos nenhuma informação sobre os pilotos. Não tenho nenhuma informação de que alguém tenha visto paraquedas, e não sabemos se algum piloto foi encontrado” disse o porta-voz do Exército israelense, Jonathan Conricus.

Foi a segunda vez em poucos dias que houve acionamento das sirenes Israelenses na região, o que provocou disparo imediato de dois mísseis.

De acordo com militares de Israel, os mísseis “Patriots”, foram disparados contra o Jato Sukhoi SU-22M4 , que teria se infiltrado no espaço aéreo israelense. Após o lançamento dos mísseis, a aeronave caiu na porção síria de Golã, e ainda não há posição oficial sobre a condição física de seus pilotos.

Em contrapartida, a mídia estatal SANA, da Síria, afirmou que o avião de guerra foi alvejado enquanto realizava missão em território sírio

“O inimigo israelense confirma seu apoio aos grupos terroristas armados e atacou um de nossos aviões de guerra, que estava realizando operações de ataque na fronteira de Yarmouk Basin, no espaço aéreo sírio”, disse a agência estatal SANA.

Em comunicado, militares israelenses deram a impressão de reconhecer que a atividade na área de Qeneitra (que fica próxima a Golã) estava relacionado à guerra civil síria. Ainda assim, o avanço deixou as forças israelenses em alerta, por causa da presença dos iranianos (que apoiam a Siria contra grupos de oposição) e de forças ligadas ao grupo xiita libanês Hezbollah.

De acordo com comunicado israelense, Israel continuará a operar contra qualquer violação do acordo de armistício mediado pela ONU e firmado pelos dois países em 1974, que estabeleceu uma zona de distensão entre os dois países no Golã. Desde então, a Força Observadora de Desmobilização da ONU (UNDOF) patrulha a região com a missão de supervisionar o cessar-fogo.

As crescentes tensões entre israelenses e sírios levaram a um encontro na segunda-feira entre o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

No encontro, as autoridades israelenses rejeitaram uma oferta russa para manter as forças iranianas a 100 km das linhas de Golã, alegando ser “insuficiente”.

Fonte: BBC

 

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