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Sempre quis ser piloto e a escolha da profissão de jornalista foi muito mais um acaso do que uma decisão pensada. Foi acontecendo, mas não me queixo de maneira alguma. Foi graças ao meu trabalho como jornalista, e a confiança que o público depositou nele, que consegui realizar o velho sonho de pilotar um avião.
Fiz meu solo no inesquecível C172 PT-KDD, do Aeroclube de Jundiaí, depois da excelente instrução do Cmte Fernandes, que se tornou um amigo pessoal. Como se tornaram também muitos do que considero uma grande família, aquela dos que se dedicam, de uma forma ou outra, ao campo da aviação.
Curioso foi tentar explicar a gente de fora do campo qual seria, afinal, a grande atração de pilotar (“essa cachaça”, como se costumava dizer antes do moralismo hipócrita que alguns definem como politicamente correto) seria a “sensação” de ter asas (quem tem asas é o avião)? Seria a sensação do estômago vir pra boca numa manobra puxando G´s (não é minha praia, confesso sem rodeios)?
Para mim pilotar é outra coisa: é ter decisão, controle e autonomia. E saber combinar tudo isso. Se vocês quiserem, podem colocar essas coisas (“decisão, controle e autonomia”) da seguinte maneira: voar é uma lição de vida.

 

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