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A acrobacia aérea é uma atividade quase tão antiga quanto a própria aviação. É praticamente impossível saber qual foi o primeiro piloto que resolveu colocar o avião em “atitudes e acelerações anormais”. Conta-se que o piloto francês Adolphe Pégoud, por volta de 1913, fez um salto de paraquedas e viu seu avião seguir voo e realizar naturalmente um círculo vertical no céu, antes de cair.

Com a Primeira Guerra Mundial, os combates aéreos obrigaram os pilotos a inventar manobras ousadas. O repertório de figuras de acrobacia se enriqueceu, a técnica e a segurança também se aperfeiçoaram e após o fim da guerra, a prática de voos acrobáticos se disseminou, e são dessa época os primeiros registros de voos acrobáticos no Brasil, com os irmãos Robba (italianos) e com a aviadora Anésia Pinheiro Machado.

AS MULHERES NA ACROBACIA

Thereza de Marzo e Anésia Pinheiro Machado foram pioneiras no Brasil.

Ada Rogato Primeira mulher a obter licença como paraquedista, primeira a pilotar um planador e a terceira a conquistar um brevê no Brasil.

Joana Martins Castilho D’Alessandro incentivada pelos pais e acabou se tornando a aviadora acrobata mais jovem do mundo, fato que lhe rendeu menção no Guiness Book. Com apenas 14 anos de idade, realizou o voo solo e, com 15 completos, ganhou o primeiro campeonato de acrobacia em 26 de outubro de 1940.

Nas décadas de 80 e 90 poucas participaram desse mundo maravilhoso.

Dentre elas Marcia Mammana voava Aerobat do Aeroclube de São Paulo, Therezinha Bertolini e Anna Walker voavam Buecker.

Na acrobacia de competição, participaram de campeonatos a Lika Richieri, Aydee Romero e minha grande amiga Marina Deluqui, que além de ser uma das primeiras na linha aérea ficou em terceiro lugar na básica em uma das etapas, depois participou em várias como juíza, chegou a juíza chefe e sempre ajudando na organização dos Campeonatos.

Nos últimos 4 anos os Campeonatos Brasileiros foram realizados na AFA e desde o ano passado temos uma competidora para nos representar: Juliana Fraschetti, foi Campeã da Básica e este ano Vice na Sport. Ela é instrutora e voa na Esquadrilha EJ.

E POR QUE VOAR ACROBACIA

Primeiro, o que podemos dizer é que a acrobacia aérea é extremamente divertida, e que poucas áreas temos um leque de possibilidades tão fascinante.

Um fato que não podemos esquecer, é que existe dentro da própria aviação um preconceito muito grande quando o assunto é a acrobacia, e infelizmente esse pré-conceito surge pela falta de conhecimento. O que poucos sabem é que a acrobacia, desde muito cedo na carreira de um piloto, pode trazer benefícios geniais, principalmente no quesito segurança.

E é muito simples, pois o piloto ao iniciar um curso de acrobacia com um instrutor qualificado, passa a ter contato com uma área muito pouco desenvolvida em seus voos “normais”, e essa área que tem a ver com o comportamento pessoal de cada piloto, quando dentro de uma aeronave., enfrentando seus medos, desafios e limites pessoais, reações do corpo e da mente que são colocados a prova quando saímos da nossa aérea de conforto.

Na aviação civil hoje, tenho voado acrobacia em ala, a Juliana também tá no caminho e várias outras estão se inspirando em seguir essa navegação, já pensou um time feminino! Com a formação de mais pilotos mulheres pela Força Aérea o sonho será ver uma mulher na Esquadrilha da Fumaça!!

 

 

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