Wingbase na Europa – Parte 2

Em 2017 Sagui em sua primeira temporada de voos fez saltos na Noruega e Monte Brento, lugares fantásticos para os primeiros voos de wingsuit com segurança, e passado 1...

A cada penhasco novo, uma nova experiência, uma nova maneira de se preparar para o desafio desde a saída até o pouso.

 

Texto e fotos – Sabiá

E por isso, compreender as correntes de vento e direções favoráveis e desfavoráveis é mais que importante, é a alma do voo de wingsuit.

Feita a primeira etapa de voos em lugares com bastante segurança estava na hora de partirmos para saltos mais técnicos, mais difíceis o que no nosso esporte significa mais perigo.

Em 2017 Sagui em sua primeira temporada de voos fez saltos na Noruega e Monte Brento, lugares fantásticos para os primeiros voos de wingsuit com segurança, e passado 1 ano e mais centenas de horas de voo, Sagui (apesar de estar com um modelo novo) estava preparado para encarar novos desafios.

Feitos Monte Brento e Casale, partimos para “Maltichnic” (nome em russo para despedida de solteiro, apelido que Valery Rosov colocou quando fez o primeiro salto nesse pico) na mesma cadeia de montanha do Monte Brento, esse pico tem duas linhas de voo, uma reto para o posto de gasolina e outra para direita em direção ao campo de futebol de Dró. A linha clássica para direita exige condição de vento N, o que ocorre pela manhã, então, lá vamos nos acordar cedo e partir para montanha.

Gordo nos levou até São Giovanni onde iniciamos uma trilha de 40 min morro a baixo, caminhada alto astral e lá estávamos nós em frente a mais um grande desafio, Sagui se debruça no precipício e me pergunta: “Terror, tem certeza que é aqui?”

kkkkkk Sim, é aqui mesmo. Essa é a sensação de se olhar um penhasco com características mais “quentes”. Como havíamos brifado o voo, reconhecido local de pouso e assistido videos era só acertar na condição e assim foi.

Condição perfeita e chega a hora daquele super momento, se equipar para voar.

Sagui faz seu check de equipamento que em sua característica principal e acompanhado de um belo sorriso, tudo pronto é hora de voar.

Eu tenso, mas confiante que ele faria sem problema o voo, principalmente a saída mais casca grossa para ele até então, Sagui se joga no vazio e loco começa a voar, se deslocando em alta velocidade e curvando para direita, um voo de alta velocidade e precisão que começa voando com a parede a nosso lado direito e depois começa um voo sobre o terreno da montanha, são segundos de puro êxtase e cada vez mais baixo, mais perto do terreno e se aproximando do campo de futebol, curva radical a esquerda, aceleração máxima é quando se dá conta que está ficando muito baixo e tem que abrir o paraquedas.

Tudo certo, super voo! E a partir desse voo Sagui entra para um seleto grupo de voadores que encaram os desafios dos mais extremos voos de wingsuit.

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