USAF revela intenção de adquirir frota de caças leves como os A-29 Super Tucano

Depois de mais de um ano de demonstrações de voo, a Força Aérea dos EUA está movendo formalmente o experimento de aeronaves de ataque leve para a fase de...
A-29 Super Tucano participa de licitação de compra para USAF - Arquivo digital

Depois de mais de um ano de demonstrações de voo, a Força Aérea dos EUA está movendo formalmente o experimento de aeronaves de ataque leve para a fase de aquisições, com a intenção de conceder um contrato de produção à Sierra Nevada Corporation ou à Textron Aviation no quarto trimestre do ano fiscal de 2019.

 

Por William Lima

O aviso de pré-solicitação para o concurso de competição completa e aberta foi anunciado em 3 de agosto. Prevê-se que uma solicitação formal seja divulgada em dezembro de 2018, segundo a USAF.

“[Aeronaves de ataque leve] fornecerão uma aeronave acessível, sem desenvolvimento, destinada a operar globalmente nos tipos de ambientes de guerra irregulares que caracterizaram as operações de combate nos últimos 25 anos”, escreveu a USAF em seu anúncio de pré-solicitação. “A Sierra Nevada Corporation e a Textron Aviation são as únicas empresas que parecem possuir a capacidade necessária para atender ao requisito dentro do prazo da Força Aérea, sem causar um atraso inaceitável no atendimento das necessidades do combatente”.

A USAF utilizou dados recolhidos da fase experimental de ataque leve, uma série de voos de demonstração ao longo de mais de um ano pela Sierra Nevada / Embraer A-29 Super Tucano e Beechcraft AT-6 Wolverine da Textron, para decidir comprar potencialmente centenas de aeronaves de ataque leve. A esperança é que esses caças possam ser alternativas mais baratas para certas missões ao uso de aeronaves como o Lockheed Martin F-35 e o Boeing F-15.

O experimento foi suspenso prematuramente após o acidente fatal de um Tucano / Sierra Nevada / Embraer A-29 Super Tucano em 22 de junho. O acidente não prejudicaria as chances de a Sierra Nevada / Embraer vencer a competição, disse a USAF.

A-29-Super-Tucano voo em formação – Arquivo digital

A USAF parece estar impedindo que qualquer fabricante que não tenha participado do experimento de ataque leve tenha limitado os possíveis licitantes para o contrato de produção de ataque leve. A Israel Aerospace Industries (IAI) e a fabricante aeroespacial tcheca Aero Vodochody – empresas que não participaram do experimento – lançaram publicamente seu jato F / A-259 Striker desenvolvido em conjunto para a Força Aérea dos Estados Unidos em julho como um modelo rápido e rentável de produção que atendam aos requisitos do serviço.

Não está claro se a IAI e a Aero Vodochody protestariam contra sua exclusão do outro que não a competição plena e aberta. Nenhuma das empresas respondeu imediatamente por um pedido de comentário.

O A-29 Super Tucano já participou de eventos similares no passado, para a escolha de um treinador avançado para a marinha americana, US-NAVY, mas naquele momento o escolhido para substituir os jatos de treinamento avançado foi o britânico BAe Sea Hawk. O A-29 Super Tucano, já é usado pela FAB (Força Aérea Brasileira), para treinamento avançado de jatos, substituindo os, já aposentados, A-26 Xavantes nesse tipo de instrução.

Voo rasante

Por contar com sistemas mais avançados e motorização mais moderna, entregando o dobro de potência do modelo anterior, T-27, com o atual motor PT6A-68C, fornecendo desempenho similar aos jatos de instrução. Essa motorização entrega em números, 1600 Shp, contra 1100Shp, utilizados pelo concorrente da Textron, T-6C Wolverine.

Textron T-6C Wolverine – Arquivo Digital

Alguns dos quesitos levados em consideração pela USAF, recaem nos custos de operação, que acabam por limitar o emprego de aeronaves mais caras, como o caso do A-10, que tem alto valor de hora de voo agregado, beirando os US$ 17,000 enquanto o modelo A-29, sai em torno de US$ 1,000 a US$ 1,500 por aeronave.

A USAF busca uma aeronave tática que possa permanecer no teatro de operações pelo maior tempo possível e com uma carga útil significativa, para substituir os A-10 Thunderbolt, que podem ser usados em missões que exijam maior emprego bélico, do que os atuais conflitos em que a forma de combate se assemelha a guerra de guerrilha, necessitando uma aeronave com grande capacidade de carga, baixo custo e confiabilidade para permanecer muito tempo sobrevoando o local.

Os A-29 já carregam bom desempenho em missões desse tipo, tendo atuado no Afeganistão pela USAF e atualmente são empregados pela Força Aérea Afegã, no combate ao Estado Islâmico. Ele também foi usado na Colômbia, contra as FARCS e também na Nigéria, atuando contra o grupo terrorista Boko Haran. Nesses teatros de operações, ele mostrou bom desempenho e confiabilidade nas ações.

Tanto o modelo da Sierra Nevada, subsidiária da Embraer nos Estados Unidos, quando o modelo da Textron, respectivamente A-29 Super Tucano e T-6C Wolverine, são aeronaves equivalentes em desempenho e custos. A aeronave A-29, já é amplamente empregada por diversas forças aéreas pelo mundo, mostrando confiabilidade e desempenho que podem ser explorados pela USAF.

A-10 em ação – arquivo digital

Fonte:FlightGlobal, Textron, e Embraer

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