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A história do Wingbase é recente, este é um esporte jovem com apenas 20 anos de idade.

Texto e Foto por Sabiá

E nesse pouco tempo, o esporte evoluiu como um foguete indo para o espaço, um crescimento em todos os números; quantidade de praticantes, fabricantes, locais para a prática, material, tecnologia, tempo de voo, paraquedas específico e escolas. Porém a um número triste, infelizmente ocorreram também inúmeras fatalidades.

Graças a evolução das micro câmeras, os voos passaram a ser transmitidos pela TV no Mundo inteiro e tomou conta da internet, fascinando os mais corajosos e apavorando os mais medrosos.

A tecnologia empregada na fabricação dos winguits tiveram um “boom” quando as asas passaram a ser desenhadas por computadores, e assim seu desempenho transformou o que era apenas um certo deslocamento horizontal em voos alucinantes.

As membranas que formam as asas deixaram de ser pequenas asas acopladas a um macacão e passaram a integrar o traje por completo, transformando o corpo humano em uma aeronave de planeio fantástico, que hoje em dia é capaz até de subir por alguns metros por poucos segundos, dependendo apenas do modelo e experiência do voador.

O ser humano criou uma máquina fantástica, transformou seu corpo em um micro avião, mas teria ele acompanhado a sua própria criação?

A história do wingsuit se mistura um pouco a ficção, onde o homem criou máquinas que passaram a ter inteligência para destruir seus criadores.

Há diversos voadores apontados como excelentes, ou melhores do Mundo perderam suas vidas em acidentes de Wingsuit. A começar pelo seu criador Patrick De Gayardon, que ao costurar uma espécie de almofada sob a bunda para minimizar o arrasto do equipamento sofreu um acidente fatal no Havaí em 1998.

O esporte evoluiu freneticamente, e logo os voadores já não se contentavam mais em apenas voar, mas passaram a voar perto de montanhas  (proximity flight) até chegar no chamado “Terrain flight”( voar em paralelo com o solo), tanto que em 2012, Gary Connery chegou a fazer um salto onde pousou ileso em caixas de papelão sem abrir o paraquedas. Em 2015 o esporte sentiu o gosto do terror, quando 155 atletas voadores perderam suas vidas, tornando o esporte mundialmente conhecido não só por lindas imagens, mas também pela quantidade de mortes.

O  ego foi responsável por algumas fatalidades, claro que a inexperiência também teve sua contribuição, talvez algumas asas mal projetadas ou heroísmo fizeram vítimas. É difícil e errado julgar ou apontar dedos, pois cada um é responsável pelos seus atos, e quem pratica esse esporte tem que ter consciência do que é o esporte, a cada fatalidade um aprendizado, uma dor, um exemplo a não ser seguido.

Agora os voadores voam perto de pedras, passam no meio de árvores e por dentro de buracos, planam centímetros sob o solo e voam em forma de “freestyle”( manobras em voo no dorso e giros nos 3 eixos). Há competições desafiadoras já fazem parte do calendário em diversos lugares do mundo, e free flights acontecem todos os dias em algum lugar do Planeta.

 

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